Sobre a mesa, uma pasta, uma bolsa, um guarda-chuva preto (e um céu que não queria chover), adoçante, açúcar (esqueceste de pedir o mascavo), sorrisos largos, uma bandeja "suicida", uma fatia gigantesca de torta (que tu juraste que não comerias inteira), um café com leite, um expresso duplo, pequenos goles, grandes planos.
E quatro mãos que matavam a saudade.
- Um dia, casa comigo?
- Caso
31.8.08
20.8.08
reciprocidade
Uma coisa que tem sido muito importante pra mim. Na verdade sempre foi, mas hoje em dia eu tenho muito mais necessidade disso. Me chateia uma porrada de coisas relacionadas a isso... a vida não é fácil, todos os dias ela me mostra isso.. mas ela podia dar uma trégua de uma semana pelo menos... férias! hahaha É engraçado falar assim, e pensar assim é muito relativo.. eu penso assim, mas ninguém pensa igual a ninguém... minha vózinha já dizia isso. Tenho saudades dela... a nossa reciprocidade era algo que eu nunca mais vou ter, e é mais triste ver que eu apesar de amar muiiiito, não dava muita atenção a isso, muito menos aproveitava o tempo que podia ter ao lado dela... me arrependoe ainda choro muito pensando nisso.
Hoje olhando pra minha vida e as pessoas que me rodeiam, me sinto feliz e realizada na maior parte do tempo. Mas as coisas às vezes são tão confusas e a vida é tão incerta que me apavora.. eu não consigo medir o medo das coisas, e isso é um defeito... admito.
Me entrego demais, sentimentos demais, romantismo demais.. tudo em exagero. Eu juro que peço todos os dias pra Deus, meus protetores que amenizem o meu coração.
Acho que no fim preciso de paciência, o que eu tenho muito menos do que eu preciso e SERENIDADE pra aceitar as minhas condições.
E escrever alivia de certa forma minha cabeça, e me faz refletir sobre as coisas.
Lidiane respira, conta 1,2,3.
é muita sede de tudo o que eu acredito.
Hoje olhando pra minha vida e as pessoas que me rodeiam, me sinto feliz e realizada na maior parte do tempo. Mas as coisas às vezes são tão confusas e a vida é tão incerta que me apavora.. eu não consigo medir o medo das coisas, e isso é um defeito... admito.
Me entrego demais, sentimentos demais, romantismo demais.. tudo em exagero. Eu juro que peço todos os dias pra Deus, meus protetores que amenizem o meu coração.
Acho que no fim preciso de paciência, o que eu tenho muito menos do que eu preciso e SERENIDADE pra aceitar as minhas condições.
E escrever alivia de certa forma minha cabeça, e me faz refletir sobre as coisas.
Lidiane respira, conta 1,2,3.
é muita sede de tudo o que eu acredito.
3.8.08
...
... Eu me desnudo emocionalmente quando confesso minha carência – que estarei perdido sem você, que não sou necessariamente a pessoa independente que tentei aparentar.
Na verdade, não passo de um fraco, cuja noção dos rumos ou do significado da vida é muito restrita.
Quando choro e lhe conto coisas que, confio, serão mantidas em segredo, coisas que me levarão à destruição, caso terceiros tomem conhecimento delas, quando vou a festas e não me entrego ao jogo da sedução porque reconheço que só você me interessa, estou me privando de uma ilusão há muito acalentada de invulnerabilidade. Me torno indefeso e confiante como a pessoa no truque circense, presa a uma prancha sobre a qual um atirador de facas exercita sua perícia e as lâminas que eu mesmo forneci passam a poucos centímetros da minha pele.
Eu permito que você assista a minha humilhação, insegurança e tropeços.
Exponho minha falta de amor-próprio, me tornando, dessa forma, incapaz de convencer você (seria realmente necessário?) a mudar de atitude. Sou fraco quando exibo meu rosto apavorado na madrugada, ansioso ante a existência, esquecido das filosofias otimistas e entusiasmadas que recitei durante o jantar.
Aprendi a aceitar o enorme risco de que, embora eu não seja uma pessoa atraente e confiante, embora você tenha a seu dispor um catálogo vasto de meus medos e fobias, você pode, mesmo assim, me amar...
Na verdade, não passo de um fraco, cuja noção dos rumos ou do significado da vida é muito restrita.
Quando choro e lhe conto coisas que, confio, serão mantidas em segredo, coisas que me levarão à destruição, caso terceiros tomem conhecimento delas, quando vou a festas e não me entrego ao jogo da sedução porque reconheço que só você me interessa, estou me privando de uma ilusão há muito acalentada de invulnerabilidade. Me torno indefeso e confiante como a pessoa no truque circense, presa a uma prancha sobre a qual um atirador de facas exercita sua perícia e as lâminas que eu mesmo forneci passam a poucos centímetros da minha pele.
Eu permito que você assista a minha humilhação, insegurança e tropeços.
Exponho minha falta de amor-próprio, me tornando, dessa forma, incapaz de convencer você (seria realmente necessário?) a mudar de atitude. Sou fraco quando exibo meu rosto apavorado na madrugada, ansioso ante a existência, esquecido das filosofias otimistas e entusiasmadas que recitei durante o jantar.
Aprendi a aceitar o enorme risco de que, embora eu não seja uma pessoa atraente e confiante, embora você tenha a seu dispor um catálogo vasto de meus medos e fobias, você pode, mesmo assim, me amar...
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